É fato que as medições, que geram os indicadores, são de extrema importância para que haja um gerenciamento efetivo. Porém, é preciso avaliar com cuidado o que, e como, devem ser estas medidas. Um indicador mal planejado pode não trazer o efeito esperado e, pior, causar o efeito contrário. É comum ver indicadores sem critério, sem objetivo claro.
No contexto da Teoria das Restrições (TOC), existe uma frase que gosto muito: "diga-me como me medes, que te direi como me comporto." Já pude presenciar gerentes que reclamavam que suas equipes não tinham espírito de time, não cooperavam uns com os outros. Porém, as metas, indicadores, eram todos individuais, ou seja, por que alguém ia cooperar com o colega sendo que ele era medido apenas pela produção individual? Este é apenas um exemplo de vários.
Os membros das equipes de projetos que utilizam a Corrente Crítica não devem ser medidos pelo prazo de conclusão das suas atividades. Isso fará com que, cada vez mais, seja embutida segurança nas estimativas. Vale lembrar: o que queremos é entregar o projeto no prazo, e não as atividades.
Pense bem qual o resultado esperado com uma medição. As equipes agirão conforme os seus indicadores.

