Ao retinar o excesso de segurança das atividades, é preciso que o projeto fique seguro quanto as incertezas (ataque de Murphy). Uma forma de proteger os projetos quando utilizamos a Corrente Crítica é através do pulmão do projeto.
O pulmão é uma reserva de tempo colocada no final da Corrente Crítica que funciona como um amortecedor do projeto. Os atrasos ocorridos nas atividades críticas do projeto consomem parte do pulmão, bem como, os adiantamentos das atividades críticas diminuem este consumo.
Uma forma de calcular o tamanho do pulmão é utilizando um percentual da segurança que foi retirada das atividades. Por exemplo, pode-se retirar 50% das estimativas de todas as atividades e, para o pulmão, será reservado 50% desse tempo retirado.
Imagine que as atividades A, B e C compõem a Corrente Crítica, e suas estimativas (com segurança) são de 2, 4 e 6 dias, respectivamente. Ao utilizar a técnica teríamos a seguinte situação: atividade A com 1 dia, B com 2 dias, C com 3 dias e o pulmão do projeto com 3 dias. Veja que no primeiro caso o projeto teria 12 dias de prazo, e no segundo, 9 dias com chance de terminar mais cedo.
Com o pulmão no final do projeto, temos uma margem de prazo do projeto, que vai do consumo zero até o consumo máximo. Ao trabalhar desta forma, o foco se torna o projeto e não as atividades individuais, ou seja, priorizamos o ótimo global e não o ótimo local.
Afinal, queremos terminar as atividades ou o projeto no prazo?

2 comentários:
Realmente Murilo, dessa forma podemos focar no projeto.
Dúvida: vamos considerar que o pulmão está praticamente todo comprometido, e ainda falta 30% para concluir um projeto; perante isso, não seria necessário a visão local das atividades e não global?
Ótima pergunta Ezequiel!
Ao fazer o acompanhamento do pulmão, traçamos linhas que podem nos mostrar a tendência do projeto. A relação entre consumo do pulmão e progresso do projeto nos fornece uma visão gráfica que dividimos em 3 partes: zona verde, zona amarela e zona vermelha. Ao chegar em uma zona amarela, devemos planejar ações para retornar o projeto para a zona verde, e ao entrar na zona vermelha, devemos agir!
No caso que você citou, é provável que o projeto já tenha saído da zona verde anteriormente. Com isso, já deve ter sido identificado onde está o problema e, o foco do esforço deve ser somente onde é necessário. A teoria das restrições nos ensina que devemos atuar no elo mais fraco.
A visão local é importante, mas o foco deve ser no ótimo global.
Obs.: Este é um bom assunto para um novo post!
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